sábado, 6 de agosto de 2011

Mensagem aos Tios, Primos e saudades dos meus Avós

Eita esse post vai ser legal! Assim, vamos começar do começo, certo? O primeiro tio que ficou sabendo foi meu tio Nelson, um tio mais que querido desse mundo! Tenho uma enorme consideração por ele, muito amor, muito carinho e acho, ou melhor, tenho certeza que não seria a mesma pessoa se não o tivesse ao meu lado... Ele é o irmão caçula da minha mãe, lindo, de coração e de alma, ótimo pai, belíssimo tio e será o melhor tio-avô que um bebê poderia querer na face da terra! 

Lembro-me muito bem dos bons tempos em que eu era apenas uma menina e ele tentava, como meu pai tentava, brincar de panelinha comigo na casa da minha obatyan (ah, obatyan = avó em japonês)... kkkk, só de lembrar meus olhos ficam cheios de lágrimas, nossa, como eram bons tempos! Ele perguntava para mim "o que vc está fazendo?" E eu dizia que fazia comidinha para as bonecas e perguntava se ele queria provar... kkk, para ele, que sempre teve meninos, ter uma sobrinha menina devia ser uma coisa de doido, né? Ele brincava de carrinho, de comandos em ação, de empinar pipa, jogar bola... Comigo era diferente, era boneca, ursinha Peposa e panelinhas... 

Engraçado como a gente não esquece dessas coisas, né? Podem passar anos e anos e mesmo assim minha memória ainda vai se lembrar de várias e várias histórias! Voltando ao início, meu tio me ligou no meu aniversário, como sempre faz, desde que eu me conheço como gente... E eu, no meio da rua, disse para ele, "espera só um pouquinho, tio, que a mamãe quer falar com vc!"... E passei o telefone para minha mãe, pois achei, nada mais justo que a "netyan" (pausa para outro parênteses, netyan = irmã mais velha em japonês) dele dar a notícia... A cena, digna de filme americano dos anos 50, com muita emoção e alegria, foi esplêndida! Se pudesse, tocaria "Love is a many splendored thing" ao fundo, tamanho chororô que foi no meio da rua... Sim, exatamente no meio da rua...

Inesquecível, por assim dizer! Não sei afirmar quem ficou mais emocionado, meu tio, minha mãe, eu ou os três... Minha tia querida, Alice, também ficou contente, feliz e radiante com a notícia, nada por nada não temos um bebê na família há muito tempo! Sou grata pela força e pela ajuda que todos eles tem me dado, agradeço todo dia a Papai do Céu pela família mais que maravilhosa que me foi dada! Me considero uma moça feliz e amada, como esse bebê será (e já é) amado... 

Os meus primos são lindos, cada um com sua característica, mas confesso que por ter passado mais tempo com dois deles, tenho-os na mais alta estima... Falo do Binho e do Dô, meus maiores amores de todos os amores desse mundo! Não sei o que seria da minha vida sem esses meninos! Lembro de cada brincadeira, riso, choro, briga e alegria que passei ao lado deles! Lembro-me de ter tirado uma foto num burrinho que cheirava muito mau e do Binho e do Dô reclamando que ele precisava de um banho! Hihihihi, lembro das idas e vindas deles em casa e eu na deles nos divertindo nas férias... 

Lembro-me das viagens, dos bolos e das risadas, que mais pareciam gargalhadas! Amo a minha família, meus pais, meus tios de um jeito que ninguém nunca será capaz de imaginar... Amo esses meus primos como se fossem meus irmãos, ou mais que irmãos, falo de amor de coração, de alma, de espírito! É uma coisa que não consigo decifrar ou colocar em palavras... 

E, por ter tanto amor, faço uma pausa para dizer que se somos uma família unida, é porque duas pessoas fizeram isso acontecer... Meus "odityan" (= avô em japonês) e "obatyan" foram os responsáveis por isso! E falo com o maior orgulho que sinto tanta, mas tanta, mas tanta falta deles... Ambos foram viajar há tempos, sem data para voltar... Não nos viram formar, casar ou ter filhos... Quer dizer, não viram daqui, mas lá de cima tenho certeza que continuam nos olhando, acompanhando e protegendo, como faziam antigamente... É inacreditável como ainda sinto o gosto da macarronada da obatyan, da pipoca com vinagre e do lamen do odityan... 

Caraca, é impressionante! Saudades de andar de carro, ir ao museu do Ipiranga andar às 6 da matina e lembrar do orgulho que eu sentia quando via os companheiros de caminhada chamar meu dityan... Era um tal de "Bom dia, seu Paulo" pra cá e pra lá que eu via como ele era querido! Saudades de ir na feira comprar pastel com eles e minha batyan todo orgulhosa dizer aos feirantes que eu era sua neta... Saudades do potinho de bala azul cheio de guloseimas no domingo (aliás, todo domingo! Diga-se de passagem!)... Domingo era sagrado, macarronada da batyan com frango da granjinha (o frango era daqueles assados na tv para cachorro) e salada de alface, tomate, pepino e palmito... Saudades das viagens para Santos, dos picolés da gelato (lembra do Fura-bolo?) que tinha uma fábrica na frente do apartamento na praia... Saudades de subir o Monte Serrat, de dormir na casa deles e de se perguntar quem era o mais vaidoso... Se meu dityan, que não podia ver um espelho na frente e que secava o cabelo com redinha ou minha batyan, com os bobis na cabeça e o spray Karina... 

Saudades das histórias do meu dityan, que minha batyan falava que era tudo mentira, dos tempos que eu passava com ele no quintal vendo as flores e comendo mexirica (às vezes verde e amarga), de ouvir a rádio nikkey às 5.30 da manhã... Quantas saudades! Até de andar na Silva Bueno! Lembro de andar com a mamãe, batyan e eu, as três gerações sempre juntas... Saudades de comer imagawayaki (um doce japonês que vende, até hoje na feira de domingo da Liberdade) com dityan... Ai, ai, eu tive os avós que sempre quis, aqueles que brincavam comigo, me faziam sentir mais que amada! Eita coisa boa! Aos que tem a oportunidade de ter avós do lado, aproveitem, como eu aproveitei da companhia deles! Aos que como eu não os tem mais, aproveite cada dia para lembrar deles, vc verá como é um prazer se lembrar de cada detalhe! 

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